sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Eu, poeta.

Eu não sei escrever poesias,
Mas ainda sinto como se soube
Como se fosse capaz de fazer minha dor  virar beleza.
Até tento me envolver de ritmo, cadência 
Mas no final ainda são só palavras 
Coisa largado, jogada 
Até fazer algum sentido 
Trago um cigarro como poeta 
Bebo na taça como poeta 
Mas nem em caneta pego
Minha letra é feia
Me esforço em parecer 
Com algo
Com alguém 
Com certeza 
Sem dúvidas não sei fazer poesia
Mas escrevo até sair de mim 
Angústia 
Magoa
Ódio 
Amor
Nem repertório ou vocabulário 
Nunca li livros por completo
Nem me inspirei em outros tantos 
Mas ainda me sinto 
Me encanto 
E surpresa!
As vezes é isso
Não sei realmente se escrevo poemas 
Mas aqui, como tantos 
Mais um terminei. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

calma

Calmo, solista 
Dentre vento e ventania
Sigo leve a calmaria 
O interno apenas se cria
Vivo solto a paisano 
Só peso a mão no importante 
Mais um dia,
Mas um dia!
Nem ontem era
Nem hoje é 
Levemente fugaz
Calmo e solista 
Sigo indo 
Sigo em paz.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

último

Talvez seja o primeiro 
Mas depende de quem me vê 
As vezes o tempo é relativo
Calmo, as coisas vão de pouco
Ontem acabou mais um, hoje começa 
Desejo que tudo, enfim mude
Creio no ontem como correias
Mesmo sendo um tanto inútil 
Mas fé nunca me falta
Nem que eu tente muito ainda
Viver em voltas sempre me ocorre
Pensar de mais também me assombra 
Correr em círculos já é costume 
Tentar nem cansa hoje em dia
Mas começou mais um, mais outro
E nesse dia repito o rito 
Quem sabe nesse eu consigo.