domingo, 9 de agosto de 2026

Sem nexo

Entre o quente e o frio, me amorno 
Um suspiro de de novo, um momento amargo
Feliz soberano entre foices e afagos
Um meio eu meio nada que não trago na mala

Feia de um só, maltrapilho 
Um arremendo de mim 
Como fogo de plalha 
Um mero estopim 

Cubro os ombros de aguado
Um momento sem fim
Como água em meu garfo 
Uma sopa de mim 

Me refresco em teus braços 
E me julgo ao cair 
Não existe um lugar
Ou abraço pra ir

Feito nobre me vou
Me arrependo por isso 
Não consumo meu ego
E acordo mais cedo
Pra perder meu juízo