sexta-feira, 29 de maio de 2026

Prisão

Quando se.deixa, se perde
Não conta nem cobra 
Ontem ainda justamente 
Hoje não é motivo 
Onde é está 
Não me diz e nem me conta 
E nem devo
E nem posso
Quem sabe assim 
Quem sabe ainda 
Mas não hoje 
Duvidar é castigo 
E não crer e motivo 
Escolha consciente 
Fim do el
E da corrente
Liberar e libertar 
Parente mais 
Internamente 
E eternamente.
Se perpétua 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Pagode

A memória é falha, ao saber dos casos
Assim como o dia as vezes escurece 
Pode ser chuva ou eclipse
Pode ocorrer que ontem era domingo 
Um dia a mais eu era eu 
Depois de meses nem sei quem é 
O caso certo nem vem ao caso
O motor do carro já nem da partida
Meu canto e claro e específico
Trago boas e novas de agonia 
Tenho coragem e pouca coisa 
Melancolia e tals gracinhas 
Jantei mas nem queria
De fome ao todo não morro jovem 
De amor talvez, nem vivo mais
Meu canto é claro é quase um vidro
Quebrado e aos poucos cortando todos
Primeiro eu, depois o samba. 

terça-feira, 26 de maio de 2026

incógnita

Está, em todos os dias 
Se move como quem sabe o caminho
Não hoje , talvez venha mais cedo 
Um pouco, uma hora ela chega 
Remove a pedra da estrada
Encaixa o seu peso no espaço 
Palavras nem tão soltas ou menos 
Quem sabe eu me chame de novo 
Um trauma preciso e e inquieto 
Cortante e com laços de fita 
No sonho a verdade é mais linda 
Na pressa esqueci meus sapatos 
Se entende, já achou a estrada 
E se perde, nem sabe do que se trata.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

estrada

No início, tudo suatenta
O ardor a foligem
O queimar não atinge 
Cada fato, cada peça 
Tudo se enche, tudo completa
Mas escoa, vez ou outra 
E noa sobra o vazio 
O que se perde
Onde nada resume 
Um sentido, sem eu estar
Sem presença, sem motivo 
O de que fico 
Onde me caibo
Fonte de glória
Esgota a faringe
Derrota a memória
Vencendo a noite 
Matando o descanso 
Onde mora a agonia 
Onde se foi a paz do dia
Nem cmantes nem hoje
Não conta os pedaços 
Os que sobram na fala
Que prendem na hora 
Que morrem do nada
Ontem direito.mas cedo um pedaço 
Falando comigo 
Sonhando em partes.tentando tentar
Não entro nas coisas 
Cresci no meu sono
Meua pés ficam fora
E a cabeça já falha
O único caminho
O que acaba
Pois começou 

acabou

Se fosse o fim, eu teria medo 
Mas também alívio 
Se fosse agora seria paz 
Pra mente, pra mim 
Enfim um abraço calmo
Um descanso 
Da mente, da mesma
Só tenta, do acaso
Um suspiro, um suspense 
Uma lâmina, um remédio 
Um pesar 
Um desejo 
Um ponto
Não vírgula 
Talvez não queira 
Talvez seja 
Um caminho 
Um retorno 
Um começo 
Pra mim, por todos
Para que seja 
Ateno e único 
O melhor 
Meu melhor 
Meu legado 
Meu desejo 
Enfim
Um fim

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Caótico

Há beleza no caso
Na contrução eminente 
No estado que nos olhamos
Criamos cidades inteiras 
E mudamos de casa
Fazemos crescer 
Fazemos florir 
Fazemos morrer
O caos intriga
Projeto de futuro 
Um absoluto nada
Se torna um planeta
E mudamos de lá 
E ecoamos no vácuo 
E voltamos ao caos 
Como sede por dor
Desejo por ardor 
Montamos a cama
Sonhamos e reviramos 
E mudamos de quarto 
Seria o caos 
Motor do caminho
Seria caminho 
Que leva ao caos
Seria escolha
Seria destino 
E mudamos de rota
A busca por fins
Por meios e bordas
Respiro e retomo 
O próximo caos

quarta-feira, 20 de maio de 2026

o fim

A falta de repertório, talvez 
O troço que me recusei a guardar
Cantiga antiga e tão nova
No meu rádio ouvi
E não some da mente
E não consome o clamor
Me devora os sentidos 
Tão simples
Tão fatal
Como quem fala ao ar
Como quem sofre calado
Um terço do erro.merade da dor
Eu sei que divido
Parece completo 
Mas fácil parar
Pior prosseguir 
Nem hoje
Nem amanhã 
Quando talvez
Mas pesa no peito
Corta o silêncio 
Um soco no peito 
Um calo no pé 
Nem simples nem quieto 
Um berro no vácuo 
Congelo em mim
Sem reação
Sem graça 
Real 

despedida

Poderia ter sido antes
Mas as peças que faltavam 
O tempo que sobrava 
A coragem que fugia 
Tem coisa que dói menos
Tem solução que tem problema 
Tem mágoa que escoa
Tem rio que não volta
Do tempo que já teve
De erros que curam 
De pesos que seguram
De pedras no sapato
Tem caminho que descruza
Tem pegadas que se juntam 
Tem momentos que não voltam
Como o melhor que existiu 
Como o sorriso que durou 
Como o poço que abundava
Como a arte que cantava
Como os olhos que brilhavam
E tem nós, que de nós 
Só a memória 
Só a discórdia
Só as fotos
Só .. e só 

Desbocado

Toda merda, um novo dia
Várias causas, pouca noção 
De outros, de mim , dos fatos
Da causa perdida 
Gentalha ruída
Amores amargos
Um filho da puta
Uma mãe sem filhos
Novas regras criadas
Pouca gente ouvindo 
Muitas vozes ecoando 
Um sentido vazio 
Essa porra entalada
Essa garganta fechada
Esse grito não dado 
Belo peso nas costas
Mais um berro no ouvido 
Outro pedaço de bosta 
Qualquer hora implodo 
Enfim , quem sabe te mando 
Para casa do caralho 
Com todo respeito .

segunda-feira, 18 de maio de 2026

cigarro

Ente os dedos a morte
Entre tragos a angústia 
Um disfarce de calma
Metáfora de conforto 
Um padecer em 20 partes 
Um sufoco.
Um engasgo 
Cansaço queimando 
Fumaça que espalha
Calor que transforma 
O perdão que não vem 
A promessa não feita
O poder mentiroso 
Tempo em cinzas
O amarelo que grita
O vício inerente
Ao peso
Ao caos 
Ao interno 
E ao inferno 

melancolia

A água, as vezes me acalma 
As vezes me afoga
Molha bo vca seca, encharca a minha alma 
Quase sempre me afago
Gota a gota me inunda
Me imunda e não limpa 
Vivo seco em arreia
Nem miragem nem oásis 
Apenas visão 
Apenas ilusão 
Apenas o mar
Que não leva e não trás 
Não revela nem some
Apenas água 
Vida infinita
Morte súbita 
Um pouco de mais 
E não volto amanhã
Não cresce meus brotos
Não rega minha flores
Apenas água, sem cor e sem gosto 
Mas afundo em azul
E sumo na maré 
Não vejo uma praia 
Não tenho meu barco
Não mato minha sede
Não saceio minha calma
Humidece e apodrece 
Mofa os cantos
E não mata minha sede 
Só ferve meu dias
Molha meus pés 
E resfria meu corpo.
E não mata minha sede
E não acaba  
Não seca
E não mata minha sede 
E sigo molhado

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Calado

Tudo, sempre em branco 
Na tela, no teto, por dentro 
Em panos em partes em artes 
O fluxo não me passa 
Me perdoa 
Na retórica, no retorno 
No contexto 
Sem pretexto 
Sem conclusão 
Seria o jeito, seria agora
Não é a hora 
Não vou embora 
Seria fraco, seria franco 
Seria espesso 
Um novo mesmo
Um mesmo novo
Um caos montado 
Um bolo assado
Me vejo em dobro 
Me calo aos poucos 
E sufoco os outros 
Com meu silêncio 

arte

Quem julga o que se cria
Ou mesmo molda o criador
As variantes são perdas fáceis 
O ardor nem sempre arde
Cansei de entrar em becos tortos
Mas sempre tento olhar pra baixo 
Fico em prantos cantando hinos
Mergulho em ondas me sufocando 
Nem sempre tanto mas sempre tonto
Antes mesmo de repetir tantas vezes sempre 
Ainda canso e ainda tento 
Mas sempre é hoje
Mas sempre é ontem 
Amanhã não sei 
Amanhã não é regra 
Amanhã é sorte
Amanhã é arte
E arte será para sempre, arte. 

terça-feira, 12 de maio de 2026

Outra vez

Café fresco, cheiro no ar
Mas uma vez eu tomo sozinho
Sem divir o pão, nem os frios 
Nem as dores as mesmas cores 
Outro dia, outro espaço 
Entre dois dias, entre dois anos 
Outro almoço, outra comida
Outro vazio, entre as refeições 
Entre os expedientes
Outra janta, outra cantina
Outro cantinho, parado ocioso 
Outro vazio, entre dois anos
Entre não sonhos, entre duas noites
Outro café, outro vazio 
O mesmo sozinho 
Eu mesmo vazio 

a morte fala

Hoje acordei, mas não queria 
Talvez fosse melhor a morte
O vazio de não ter espaço 
Onde se cria o inconsciente 
A necessidade de sentir
O alívio não veio, permanece fardo
Abrir pra vida e ter despesas 
Corar de ódio a cada dez minutos 
Perder o tempo e não ganhar nada
Sorrir sem tempo e sem foco 
Acordei mas não te desejo
Não aconselho 
Nem incentivo 
A morte seria um bom caminho 
Calmaria sem dor
Sem peso
Sem medo
Sem ar
Acordei, mas não queria
Meu corpo me obriga
Assim como tudo
Me força manter 
Me enganar a viver
Acordei,
Mas não tô vivo