terça-feira, 16 de junho de 2026

a morte

Não a amo e nem odeio 
Não a quero de fato alheio 
Admiro como via suprema
Atordoa e ainda plena
Caminho ao lado, apenas ao lado
E ao redor me fala asneiras
Como querer quem quer o todo 
E ainda estar no altar de todos
Mas ela é muito e pouco apreço 
A venero mas não mereço 
Nem quero ir ao seu encontro 
Mas sinto estar  no seu caminho
Um dia iremos estar juntinhos
Não agora nem tão cedo
Mas não a amor nem a odeio 
Que todo fim é belo e certo.
Incerto mesmo apenas nós 
Pois ela é certa e tão certeira 
Do por do sol a note preta.
Mas não amo nem a odeio. 
Creio.

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