Atordoado por flechas de todas as direções
Não como mártir, apenas vítima
Ontem o caminha era mais torto
Hoje a premissa é simples
Amanhã o talvez me permeia
Cantiga de novo, uma roda de vida
Ciclo inerte de contas e pérolas
Adorno de fita, de laço, de aço
Outrora um autor, um poeta,num menino
Caminhante não há caminho
Já dizia meu livro
Me vem na memória o desejo da sorte
Me agrada nos dias o querer pela morte
Me sinto a vontade vivendo sem norte
Chegando, eu chego, não chega de vez
Amando não canto, me engano outra vez
Sigo escrevendo, com pouco em escassez
Por isso não digo, não brigo nem falo
Me calo, me escondo com dor e fadiga
Não busco mais glória apenas caminho
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