terça-feira, 16 de junho de 2026

Discórdia

É como um montoado de coisas existindo 
Atordoado por flechas de todas as direções 
Não como mártir, apenas vítima 

Ontem o caminha era mais torto
Hoje a premissa é simples
Amanhã o talvez me permeia 

Cantiga de novo, uma roda de vida
Ciclo inerte de contas e pérolas
Adorno de fita, de laço, de aço 

Outrora um autor, um poeta,num menino 
Caminhante não há caminho 
Já dizia meu livro 

Me vem na memória o desejo da sorte
Me agrada nos dias o querer pela morte
Me sinto a vontade vivendo sem norte 

Chegando, eu chego, não chega de vez 
Amando não canto, me engano outra vez
Sigo escrevendo, com pouco em escassez 

Por isso não digo, não brigo nem falo
Me calo, me escondo com dor e fadiga
Não busco mais glória apenas caminho 

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