Canta o seus um amorgo coro
Dante meus amados anjos
Um sagrado portifólio
Dobro em ti o meu pesar
Dói em mim soar tão frio
Me acalma o som do mar
E enfurece os meus sentidos
Queria assim como eu quero
Faça em seu o meu desejo
Nobre, o nobre ser supremo
Mate em mim o peso e a culpa
De já não há de ter por ti
O amplo foro das licitudes
Embora fostes sempre amado
Vai em símbolos no escuro
Cai na noite enluarada
Morre e escorre na calçada
Ó pesar quem em mim habita
Cure em minh'alma angústia fria
Choro em densos lentos passos
E me desmancho em meus braços
Da poira e a poeira me entrelaçou
Como um meio as falsos
Sem eira e nem beira.
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